MPF defende em nota captações de áudio no Presídio Federal
MPF defende em nota captações de áudio no Presídio Federal
Segundo o MPF, em três anos de operação, menos de 0,5% dos detentos, tiveram conversas gravadas com autorização da Justiça
Nota de sete páginas assinada por seis procuradores do Ministério Público Federal: Blal Yassine Dalloul, Danilce Vanessa Arte Ortiz Camy, Jerusa Burmann Viecili, Marcelo Ribeiro de Oliveira , Ramiro Rockenbach da Silva Matos Teixeira de Almeida e Ricardo Luiz Loreto, de quarta-feira (28), defende as captações de áudio que foram feitas, com autorização da Justiça, na Penitenciária Federal de Campo Grande.
No texto, os procuradores afirmam que não procedem as denúncias de que haveria escuta generalizada no presídio, e que em três anos de funcionamento da penitenciária, as gravações autorizadas judicialmente foram direcionadas para menos de 0,5% dos 430 detentos que já passaram ou ainda estão presos no estabelecimento penal.
O MPF sustenta que as gravações foram sempre motivadas por sólidas informações dos serviços de inteligência, que fundamentavam utilização das sofisticadas técnicas de investigação criminal contra o preso e/ou visitantes, e objetivaram preservar vidas de inocentes e evitar ações criminosas de grande porte.
No documento, os procuradores ressaltam que o fato dos presos estarem em penitenciárias de segurança máxima não os impede de enviarem instruções, recados e avisos aos integrantes de suas quadrilhas que estão liberdade, bem como, não veda as investigações contra os crimes que comandam.
A nota do MPF cita ainda um exemplo de uso de uma gravação feita no presídio e que teria sido fundamental na Operação X, da Polícia Federal, que apurou o envolvimento de oito pessoas, entre as quais o de um advogado de um interno do presídio, em ações criminosas que estavam sendo coordenadas de dentro da penitenciária.
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